LongevidadeNível de evidência: C

SS-31 (Elamipretide)

Elamipretide · MTP-131

Peptídeo direcionado à mitocôndria (elamipretide), em estudo para função mitocondrial e doenças relacionadas ao envelhecimento.

Ficha rápida

Categoria
Longevidade
Meia-vida
≈ 2 h (subcutâneo, aproximado em estudos)
Status ANVISA
Em estudo (não registrado)

Ficha técnica

Classe
Tetrapeptídeo aromático-catiônico direcionado à mitocôndria (Szeto-Schiller)
Fórmula
C32H49N9O5
Peso molecular
≈ 639,8 g/mol (elamipretide, base livre)
Sequência
D-Arg-Dmt-Lys-Phe-NH2

Principais achados

  • É um tetrapeptídeo direcionado à mitocôndria que se liga à cardiolipina na membrana mitocondrial interna.
  • Estabiliza as cristas e a cadeia de transporte de elétrons, melhorando o acoplamento da produção de ATP e reduzindo o vazamento de radicais livres.

+ 3 achado(s) no conteúdo completo para assinantes.

Como funciona

O SS-31 (também chamado elamipretide ou MTP-131) é um tetrapeptídeo aromático-catiônico da família Szeto-Schiller, com a sequência D-Arg-dimetiltirosina-Lys-Phe-NH2. Sua característica definidora é a capacidade de atravessar membranas e concentrar-se seletivamente na membrana mitocondrial interna, onde se liga à cardiolipina — um fosfolipídio exclusivo dessa membrana e essencial para a organização dos complexos da cadeia transportadora de elétrons.

O mecanismo de ação completo deste peptídeo é exclusivo para assinantes.

30 dias de garantia · Já é assinante? Entrar

O que a evidência mostra

Nível de evidência C · gradação por benefício.

Evidência, efeitos pesquisados e segurança completos são exclusivos para assinantes.

30 dias de garantia · Já é assinante? Entrar

Perguntas frequentes

O que diferencia o SS-31 de um antioxidante comum?

Em vez de neutralizar radicais já formados, ele atua a montante: liga-se à cardiolipina na membrana mitocondrial interna e ajuda a preservar a maquinaria de transporte de elétrons que, quando danificada, gera o excesso de radicais. O objetivo é proteger a fonte, não só varrer o produto.

Já foi testado em pessoas?

Sim. Há ensaios clínicos em miopatia mitocondrial primária, insuficiência cardíaca, degeneração macular relacionada à idade e síndrome de Barth. Os resultados são mistos e o composto ainda não foi aprovado por agências reguladoras.

Para que condições foi investigado?

Principalmente doenças ligadas à disfunção mitocondrial: miopatias mitocondriais, insuficiência cardíaca, doenças oculares degenerativas e síndrome de Barth — todas compartilham um defeito energético celular que o peptídeo tenta corrigir.

É seguro e aprovado?

Não é aprovado para uso clínico. Nos estudos, o efeito adverso mais comum foi reação no local da injeção, com tolerabilidade aceitável nas doses testadas, mas os dados de longo prazo são limitados. Segue sendo um agente investigacional.