IGF-1 LR3
Variante de IGF-1 de meia-vida prolongada, estudada em contexto de crescimento muscular.
Ficha rápida
- Categoria
- Performance
- Meia-vida
- Aproximadamente 20 a 30 horas (cerca de 2 a 3 vezes maior que a do IGF-1 nativo)
- Status ANVISA
- Não registrado para uso humano
- Faixa de dose citada
- 20–100 mcg
- Vial típico
- 1 mg
Ficha técnica
- Classe
- Fatores de crescimento (análogo de IGF-1)
- Fórmula
- C400H625N111O115S9
- Peso molecular
- 9.111 g/mol
- Sequência
- Análogo de 83 aminoácidos do IGF-1 humano, com substituição Arg na posição 3 (Glu3 a Arg) e extensão N-terminal de 13 aminoácidos
Principais achados
- A redução de cerca de 100 vezes na afinidade pelas IGFBPs deixa uma fração muito maior do peptídeo livre e ativa, traduzindo-se em potência aproximadamente 3 vezes maior que a do IGF-1 nativo.
- A meia-vida funcional estimada em 20 a 30 horas é muito superior à do IGF-1 nativo, sustentando uma ativação mais prolongada do receptor IGF-1R.
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Como funciona
O IGF-1 LR3 é um análogo sintético de 83 aminoácidos do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, construído a partir de duas alterações estruturais centrais: a troca do glutamato pela arginina na posição 3 (Arg3) e o acréscimo de uma extensão de 13 aminoácidos na extremidade N-terminal. Essas modificações têm um propósito específico: enfraquecer drasticamente a ligação às seis proteínas ligadoras de IGF (IGFBPs 1 a 6), reduzindo essa afinidade em cerca de 100 vezes. Como aproximadamente 97% do IGF-1 endógeno circula sequestrado em complexos ternários com a IGFBP-3 e a subunidade ácido-lábil (ALS), tornar a molécula "invisível" a essas proteínas faz com que uma fração muito maior do peptídeo permaneça livre e biologicamente ativa. O resultado prático observado em estudos é uma potência cerca de três vezes maior do que a do IGF-1 nativo em ensaios de proliferação celular e uma meia-vida funcional muito mais longa, estimada em 20 a 30 horas.
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O que a evidência mostra
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Perguntas frequentes
Em que o IGF-1 LR3 difere do IGF-1 nativo?
As diferenças são estruturais: o LR3 troca o glutamato por arginina na posição 3 e ganha uma extensão de 13 aminoácidos na ponta N-terminal. Juntas, essas mudanças reduzem em cerca de 100 vezes a ligação às proteínas ligadoras de IGF, sobretudo a IGFBP-3. Como mais peptídeo permanece livre para acionar o receptor, a potência in vitro fica cerca de 3 vezes maior e a meia-vida sobe de poucos minutos/horas do nativo para algo em torno de 20 a 30 horas. Essa ativação mais sustentada do receptor é mecanisticamente relevante porque um sinal prolongado induz perfis de expressão gênica diferentes de um sinal pulsátil.
Por que o IGF-1 LR3 é proibido no esporte competitivo?
Ele consta na Lista de Proibições da WADA dentro da classe S2 (hormônios peptídicos, fatores de crescimento e substâncias relacionadas), vedado tanto em competição quanto fora dela, justamente por seu potencial anabólico sobre o músculo esquelético. A detecção em controle antidoping é feita por imunopurificação seguida de espectrometria de massas (IP-LC-HRMS), que consegue distinguir o LR3 do IGF-1 endógeno graças à extensão N-terminal característica. A janela de detecção depende da dose e da depuração individual, mas costuma ser de alguns dias. Fora do contexto estritamente laboratorial, seu uso configura violação das regras antidoping.
Quais são os riscos de hipoglicemia associados ao IGF-1 LR3?
O IGF-1 pode baixar a glicemia por dois caminhos: ativando diretamente o receptor de IGF-1 em tecidos dependentes de glicose (reduzindo a produção hepática e aumentando a captação periférica) e ativando de forma cruzada o receptor de insulina, que tem afinidade muito menor pelo IGF-1, mas se torna relevante em concentrações farmacológicas. A maior biodisponibilidade e a meia-vida longa do LR3 tendem a amplificar esse risco em comparação ao IGF-1 nativo. Como referência de contexto, o IGF-1 recombinante aprovado (mecasermina) traz tarja preta para hipoglicemia. Vale reforçar que estas informações são educativas e não constituem orientação de uso.
Dosagem por Indicação
Faixas relatadas na literatura — informativo, não recomendação. Você define seu protocolo. 1 indicação(ões) · fontes citadas.
Fases do Protocolo
1 fase(s) relatada(s).
Reconstituição (passo a passo)
- Higienize as mãos e a borracha de ambos os frascos (peptídeo liofilizado e água bacteriostática) com álcool 70%.
- Aspire o volume planejado de água bacteriostática com uma seringa.
Faixas relatadas na literatura — informativo, não recomendação. Você define seu protocolo. Consulte um profissional habilitado.
Fontes primárias (PubMed/NIH) com curadoria e síntese próprias — a seleção dos estudos é parte do conteúdo exclusivo.
Fontes e estudos citados
5 referência(s) primária(s) selecionada(s) para este peptídeo.
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Nenhuma interação específica relatada na literatura para este par. Informativo — leve ao seu médico.
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5 combinação(ões) adicional(is) relatada(s).
Interações relatadas na literatura — informativo, não recomendação.