CognitivoNível de evidência: C

Dihexa

N-hexanoil-Tyr-Ile-(6) aminohexanoil amida

Peptídeo nootrópico potente estudado para sinaptogênese via a via do HGF/c-Met.

Ficha rápida

Categoria
Cognitivo
Meia-vida
Não estabelecida com precisão
Status ANVISA
Não registrado para uso humano

Ficha técnica

Classe
Peptidomimético (análogo da angiotensina IV) — aprimoramento cognitivo
Fórmula
C27H44N4O5
Peso molecular
504,66 g/mol
Sequência
Ácido hexanoico-Tyr-Ile-amida de ácido aminoexanoico

Principais achados

  • Em ensaios de sinaptogênese, a Dihexa foi descrita como ativa em concentrações picomolares, com estimativas que a colocam ordens de magnitude (até cerca de 10 milhões de vezes em algumas medidas in vitro) acima do BDNF — comparação que depende das condições do ensaio e não equivale a relevância clínica.
  • O mecanismo proposto é a potenciação alostérica da ligação do HGF ao receptor c-Met, amplificando um sinal endógeno em vez de substituí-lo, com sinalização a jusante por PI3K/Akt e Ras/MEK/ERK.

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Como funciona

A Dihexa é um peptidomimético derivado da angiotensina IV, desenvolvido na Washington State University, que age por uma rota distinta dos nootrópicos clássicos. Em vez de modular diretamente neurotransmissores como dopamina, serotonina ou acetilcolina, ela atua sobre o eixo do fator de crescimento de hepatócitos (HGF) e seu receptor c-Met, uma tirosina-quinase ligada à formação de sinapses, ao crescimento de neuritos e à conectividade neuronal. O ponto-chave do mecanismo proposto é que a molécula não imita o HGF nem ativa o receptor por conta própria: ela funciona como um potenciador alostérico, amplificando a ligação do HGF endógeno ao c-Met. Por isso a literatura descreve curvas de dose-resposta não lineares e atividade já em concentrações picomolares.

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Perguntas frequentes

A Dihexa já foi testada em humanos?

Não. Até 2026 não há ensaios clínicos publicados em humanos. Todo o conjunto de dados sobre potência, efeitos cognitivos e segurança vem de modelos pré-clínicos (cultura celular e roedores), o que torna especulativa qualquer aplicação clínica direta.

Por que a Dihexa é chamada de peptidomimético e não de peptídeo?

Embora derive da angiotensina IV (um peptídeo de verdade), sua estrutura foi extensamente modificada, com análogos de aminoácidos não naturais e um grupo de ácido hexanoico. Com cerca de 504 Da e apenas um núcleo Tyr-Ile, fica abaixo do tamanho típico de peptídeos bioativos e não é reconhecida pelas peptidases, o que lhe confere resistência enzimática, biodisponibilidade oral e penetração na barreira hematoencefálica.

Existe risco de câncer associado ao mecanismo da Dihexa?

Há uma preocupação teórica. A molécula amplifica a sinalização HGF/c-Met, e o receptor c-Met está superexpresso em vários cânceres humanos, onde essa via impulsiona crescimento e metástase. A estimulação crônica poderia, em tese, favorecer tumores em quem tenha células pré-malignas, mas isso não foi estudado de forma longitudinal nem mesmo em animais, permanecendo uma questão de segurança em aberto.