GH / SecretagogosNível de evidência: C

Ipamorelina

Secretagogo seletivo de GH com perfil de liberação pulsátil. Popular em stacks de GH.

Ficha rápida

Categoria
GH / Secretagogos
Meia-vida
~2 h
Status ANVISA
Não registrado para uso humano
Faixa de dose citada
100–300 mcg
Vial típico
5 mg

Ficha técnica

Classe
Fatores de crescimento (secretagogo de GH / agonista do receptor de grelina)
Fórmula
C38H49N9O5
Peso molecular
711,85 g/mol
Sequência
Aib-His-D-2-Nal-D-Phe-Lys-NH2

Principais achados

  • É frequentemente descrita como o primeiro secretagogo de GH verdadeiramente seletivo, por liberar GH sem elevar cortisol, prolactina ou ACTH nas doses terapêuticas.
  • Tende a preservar o ritmo pulsátil natural de secreção de GH, em vez de forçar elevação contínua, mantendo a regulação por retroalimentação do eixo.

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Como funciona

A ipamorelina é um pentapeptídeo sintético que funciona como agonista seletivo do receptor da grelina, conhecido como GHSR-1a (receptor secretagogo do hormônio do crescimento, tipo 1a), localizado nas células somatotróficas da hipófise. Ao se ligar a esse receptor — que pertence à família dos receptores acoplados à proteína G — a ipamorelina imita a sinalização da grelina endógena, porém com seletividade muito maior. Na via descrita em estudos pré-clínicos, a ativação do GHSR-1a desencadeia a sinalização mediada por Gq/11, que ativa a fosfolipase C, gera IP3 e libera cálcio intracelular. Esse aumento de cálcio nos somatotrofos culmina na exocitose dos grânulos contendo hormônio do crescimento (GH), resultando na liberação de GH para a circulação.

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O que a evidência mostra

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Perguntas frequentes

Por que a ipamorelina é considerada um secretagogo de GH 'seletivo'?

Porque, nas doses que liberam hormônio do crescimento, ela atua sobre o receptor GHSR-1a dos somatotrofos sem ativar de forma significativa o eixo adrenocortical nem as vias de liberação de prolactina. Na prática descrita na literatura, isso significa estimular GH sem elevar de modo relevante cortisol, ACTH ou prolactina, e sem o forte estímulo de apetite associado ao GHRP-6. Essa ausência de efeitos fora do alvo é o que diferencia a ipamorelina de GHRPs mais antigos e a torna útil como ferramenta de pesquisa para estudar a via do GH isoladamente.

Existe evidência clínica em humanos para a ipamorelina?

A evidência humana é limitada. Resume-se a estudos de farmacocinética/farmacodinâmica em voluntários e a um ensaio de Fase II concluído para íleo pós-operatório (NCT00672074), cujo desenvolvimento para essa indicação foi depois descontinuado sem aprovação. Não há ensaios de eficácia publicados para deficiência de GH, composição corporal ou antienvelhecimento. A vasta literatura pré-clínica em animais não deve ser interpretada como prova de eficácia clínica em humanos.

Qual é a meia-vida da ipamorelina?

Dados farmacocinéticos em humanos apontam uma meia-vida plasmática de aproximadamente 2 horas. Após injeção subcutânea, o pico de GH foi observado por volta de 30 a 40 minutos, com efeitos sobre o GH persistindo por cerca de 2 a 3 horas. Essa eliminação relativamente rápida está associada ao perfil pulsátil de liberação de GH descrito nos estudos, no qual cada dose gera um episódio secretório discreto e a circulação retorna ao basal entre as aplicações.