GH / SecretagogosNível de evidência: B

Sermorelina

Análogo de GHRH de meia-vida curta, usado para estimular GH endógeno.

Ficha rápida

Categoria
GH / Secretagogos
Meia-vida
10-20 minutos
Status ANVISA
Uso sob prescrição (manipulado)
Faixa de dose citada
200–500 mcg
Vial típico
2 mg

Ficha técnica

Classe
Fatores de crescimento (análogo de GHRH)
Fórmula
C149H246N44O42S
Peso molecular
3357,88 g/mol
Sequência
Tyr-Ala-Asp-Ala-Ile-Phe-Thr-Asn-Ser-Tyr-Arg-Lys-Val-Leu-Gly-Gln-Leu-Ser-Ala-Arg-Lys-Leu-Leu-Gln-Asp-Ile-Met-Ser-Arg-NH2

Principais achados

  • O fragmento de 29 aminoácidos (GHRH 1-29) conserva atividade biológica plena no receptor de GHRH, apesar de representar pouco mais de dois terços da molécula nativa de 44 aminoácidos.
  • Diferentemente do GH exógeno, que suprime a produção endógena por retroalimentação, a sermorelina mantém a função hipofisária e o circuito de IGF-1 intacto, reduzindo o risco de excesso de GH.

+ 3 achado(s) no conteúdo completo para assinantes.

Como funciona

A sermorelina corresponde aos 29 primeiros aminoácidos da extremidade N-terminal do hormônio liberador de hormônio do crescimento (GHRH 1-44), que é exatamente o trecho responsável pela atividade biológica da molécula nativa. Apesar de carregar pouco mais de dois terços da estrutura completa, esse fragmento conserva afinidade plena pelo receptor de GHRH (GHRHR), expresso nas células somatotróficas da hipófise anterior. Ao se acoplar a esse receptor, a sermorelina dispara a cascata Gαs/adenilato ciclase/cAMP/PKA, que estimula tanto a transcrição do gene do hormônio do crescimento (GH) quanto a secreção pulsátil dessa proteína para a circulação porta-hipofisária e sistêmica.

O mecanismo de ação completo deste peptídeo é exclusivo para assinantes.

30 dias de garantia · Já é assinante? Entrar

O que a evidência mostra

Nível de evidência B · gradação por benefício.

Evidência, efeitos pesquisados e segurança completos são exclusivos para assinantes.

30 dias de garantia · Já é assinante? Entrar

Perguntas frequentes

Em que a sermorelina difere do GH sintético (exógeno)?

O GH exógeno substitui o hormônio diretamente, ignora a hipófise e, com o uso prolongado, suprime a produção natural por retroalimentação negativa. A sermorelina age no caminho oposto: estimula a própria hipófise a fabricar GH pela via do receptor de GHRH, mantendo o circuito de IGF-1 funcionando. Assim, quando o IGF-1 sobe, ele sinaliza ao hipotálamo para reduzir o estímulo, limitando o excesso de forma automática. Esse caráter autorregulado é apontado nas fontes como mais favorável para uso prolongado, embora aqui se trate apenas de informação educativa.

Por que os protocolos de pesquisa usam administração ao deitar?

A secreção endógena de GH segue um ritmo circadiano, com o maior pulso ocorrendo durante o primeiro ciclo de sono profundo de ondas lentas, cerca de 60 a 90 minutos após o início do sono. Aplicar a sermorelina nesse momento faz o estímulo ao receptor de GHRH coincidir com o pico natural, amplificando o padrão fisiológico em vez de sobrepô-lo. Os estudos descrevem respostas de GH maiores com a aplicação noturna do que diurna, motivo pelo qual os protocolos de pesquisa adotam esse horário de forma consistente.

Como a sermorelina se compara ao CJC-1295?

Ambos são análogos de GHRH que atuam no mesmo receptor hipofisário, mas a farmacocinética é muito diferente. A sermorelina tem meia-vida de cerca de 10 a 20 minutos e gera pulsos agudos de GH, preservando melhor a pulsatilidade natural. O CJC-1295 com DAC, por ligar-se à albumina, alcança meia-vida de 6 a 8 dias, sustentando uma elevação mais contínua de GH e IGF-1 com aplicações menos frequentes. Em termos de dados, a sermorelina conta com uma base clínica humana mais ampla e histórico de aprovação regulatória, enquanto o CJC-1295 tem evidência clínica mais limitada.