GH / SecretagogosNível de evidência: A

Tesamorelina

Egrifta

Análogo de GHRH com evidência clínica para redução de gordura visceral em populações específicas.

Ficha rápida

Categoria
GH / Secretagogos
Meia-vida
26-38 minutos (subcutâneo)
Status ANVISA
Registrado em alguns países (uso sob prescrição)
Faixa de dose citada
1000–2000 mcg
Vial típico
2 mg

Ficha técnica

Classe
Análogo de GHRH (metabólico)
Fórmula
C221H366N72O67S
Peso molecular
5135,85 g/mol
Sequência
Ácido trans-3-hexenoico-Tyr-Ala-Asp-Ala-Ile-Phe-Thr-Asn-Ser-Tyr-Arg-Lys-Val-Leu-Gly-Gln-Leu-Ser-Ala-Arg-Lys-Leu-Leu-Gln-Asp-Ile-Met-Ser-Arg-Gln-Gln-Gly-Glu-Ser-Asn-Gln-Glu-Arg-Gly-Ala-Arg-Ala-Arg-Leu-NH2

Principais achados

  • É descrita como o único análogo de GHRH com aprovação regulatória nos EUA, voltado especificamente à redução de gordura abdominal excessiva na lipodistrofia associada ao HIV.
  • Reduz seletivamente a gordura visceral na ordem de 15% a 18% em 26 semanas, segundo os ensaios, poupando a gordura subcutânea, num padrão de redistribuição que a restrição calórica isolada não alcança.

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Como funciona

A tesamorelina é um análogo sintético do hormônio liberador de hormônio do crescimento (GHRH). Em vez de introduzir hormônio do crescimento (GH) pronto no organismo, ela atua um degrau acima no eixo neuroendócrino: liga-se aos receptores de GHRH localizados nas células somatotróficas da hipófise anterior e estimula a síntese e a liberação pulsátil de GH endógeno. A elevação resultante de GH e, por consequência, de IGF-1, é o que aciona os efeitos metabólicos observados, com destaque para a lipólise (mobilização de gordura) preferencialmente nos depósitos viscerais.

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O que a evidência mostra

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre tesamorelina e GH sintético?

A tesamorelina é um análogo de GHRH, ou seja, do hormônio hipotalâmico que ordena à hipófise produzir GH; ela age um degrau acima no eixo endócrino. Por isso, dispara uma liberação pulsátil e natural de GH, governada pela própria retroalimentação da hipófise, e os níveis tendem a subir sem picos supra-fisiológicos prolongados. Já a injeção direta de GH ignora esse controle e produz elevação persistente do hormônio. Segundo o material consultado, após a interrupção o eixo retorna ao basal sem supressão de rebote.

Por que a tesamorelina tem meia-vida tão curta se os efeitos duram horas?

A meia-vida plasmática é de aproximadamente 26 a 38 minutos, mas o efeito sobre o GH ultrapassa a presença do próprio peptídeo no sangue: a elevação de GH persiste por 2 a 4 horas após uma única aplicação, e o IGF-1, produzido no fígado, tem um tempo de resposta mais lento e permanece elevado entre as doses. A depuração rápida é, na verdade, parte do desenho, pois preserva a retroalimentação negativa da hipófise e evita níveis sustentados e excessivos de GH.

A tesamorelina é estudada fora do contexto do HIV?

Sim, segundo a literatura citada. Há investigações em doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD), com relatos de redução da fração de gordura no fígado; em comprometimento cognitivo leve, explorando a relação entre o eixo GH/IGF-1 e a função cognitiva em adultos mais velhos; e em adiposidade visceral em pessoas sem HIV. Esses usos permanecem em caráter de pesquisa e não correspondem à indicação aprovada, que é a lipodistrofia associada ao HIV. Este conteúdo é informativo e não recomenda uso.