RecuperaçãoNível de evidência: C

KPV

Tripeptídeo derivado de α-MSH estudado por propriedades anti-inflamatórias.

Ficha rápida

Categoria
Recuperação
Meia-vida
Curta na circulação; segundo o material, os efeitos podem persistir mais tempo devido à atividade intracelular
Status ANVISA
Não registrado para uso humano
Faixa de dose citada
200–500 mcg
Vial típico
5 mg

Ficha técnica

Classe
Imunomodulador / Tripeptídeo anti-inflamatório (fragmento C-terminal do alfa-MSH)
Fórmula
C16H30N4O4
Peso molecular
342,44 g/mol
Sequência
Lys-Pro-Val

Principais achados

  • É um tripeptídeo (Lys-Pro-Val) derivado da extremidade C-terminal do alfa-MSH que conserva a atividade anti-inflamatória da molécula-mãe, mas sem os efeitos de bronzeamento e supressão de apetite.
  • Atua por mecanismo receptor-independente: penetra na célula e inibe a translocação nuclear do NF-κB — redução de até cerca de 80% em alguns modelos — preservando o IκBα e bloqueando a quinase IκB.

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Como funciona

O KPV corresponde aos três aminoácidos finais (Lisina-Prolina-Valina) da extremidade C-terminal do hormônio estimulante de melanócitos alfa (alfa-MSH). O traço mais característico do peptídeo é o fato de reproduzir grande parte da atividade anti-inflamatória da molécula-mãe sem depender da ativação dos receptores de melanocortina. Em vez de sinalizar por meio de receptores na superfície celular, o KPV penetra na célula e atua diretamente sobre cascatas inflamatórias intracelulares, um modo de ação descrito na literatura pré-clínica como receptor-independente. Isso é confirmado pelo fato de seus efeitos não serem bloqueados por antagonistas de receptores de melanocortina e de a atividade se manter em linhagens celulares sem esses receptores.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o KPV e o alfa-MSH?

O alfa-MSH é um neuropeptídeo de 13 aminoácidos que ativa receptores de melanocortina (MC1R a MC5R), produzindo bronzeamento, efeitos anti-inflamatórios e supressão de apetite. O KPV é apenas o trecho final de três aminoácidos (Lys-Pro-Val) da extremidade C-terminal dessa molécula. Como não contém a sequência His-Phe-Arg-Trp necessária para ligar o MC1R, ele não estimula a melanogênese: conserva a atividade anti-inflamatória e de reparo tecidual da molécula-mãe sem causar pigmentação nem efeitos sobre o apetite, atuando por via intracelular independente de receptor.

O KPV pode ser administrado por via oral?

Dados pré-clínicos mostram que o KPV mantém atividade biológica quando administrado por via oral em modelos de colite, algo incomum para peptídeos, que costumam ser degradados por proteases no trato gastrointestinal. O material atribui essa estabilidade ao tamanho pequeno (três aminoácidos), à resistência da ligação Pro-Val à clivagem proteolítica e à captação pelo transportador PepT1 no epitélio intestinal inflamado. Formulações em nanopartículas voltadas à entrega no cólon foram descritas como capazes de aumentar a eficácia nesses modelos. Trata-se de evidência experimental, não de recomendação de uso.

Qual é a situação atual da pesquisa clínica com KPV?

De acordo com o material, até 2026 o KPV permanecia em estágios pré-clínicos e de pesquisa inicial, sem ensaios clínicos de fase 3. Os trabalhos mais avançados envolviam formulações tópicas e intranasais para condições inflamatórias de pele e rinite alérgica. A tradução para ensaios humanos na doença inflamatória intestinal tem sido lenta, em parte pela dificuldade de patentear uma estrutura tão simples de três aminoácidos e pela menor disponibilidade de financiamento comercial frente a alternativas de pequenas moléculas. O peptídeo não é aprovado para uso humano.