RecuperaçãoNível de evidência: C

TB4-FRAG (Ac-SDKP)

Fragmento de Timosina Beta-4 · Ac-SDKP

Fragmento tetrapeptídico (Ac-SDKP) da timosina beta-4, estudado por propriedades antifibróticas.

Ficha rápida

Categoria
Recuperação
Meia-vida
Curta; rapidamente degradado pela ECA (ordem de minutos)
Status ANVISA
Não registrado para uso humano

Ficha técnica

Classe
Recuperação e Reparo
Fórmula
C20H33N5O9
Peso molecular
446,45 g/mol
Sequência
Ac-Ser-Asp-Lys-Pro (Ac-SDKP)

Principais achados

  • O Ac-SDKP é degradado naturalmente pela ECA, de modo que inibidores dessa enzima elevam seus níveis endógenos cerca de 4 a 5 vezes, o que pode contribuir para parte dos efeitos cardioprotetores desses medicamentos.
  • Em modelos de fibrose (cardíaca, pulmonar, renal e hepática), o peptídeo reduz o depósito de colágeno em 40 a 60% por meio da supressão da via do TGF-beta.

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Como funciona

O TB4-FRAG, mais conhecido na literatura pela sigla Ac-SDKP, é o tetrapeptídeo N-terminal liberado quando a enzima prolil-oligopeptidase recorta a extremidade inicial da Timosina Beta-4, proteína de 43 aminoácidos. Apesar de derivar do mesmo precursor que origina o TB-500, esse fragmento de quatro resíduos opera por rotas inteiramente próprias: não compartilha receptores nem o mecanismo de sequestro de actina que define a molécula-mãe. Seu eixo central de ação é a supressão da via do TGF-beta (fator de crescimento transformador beta), considerado o principal regulador do processo de cicatrização patológica. Ao interferir nessa sinalização, o peptídeo reduz a expressão de marcadores fibróticos como alfa-actina de músculo liso, colágenos dos tipos I e III e fibronectina, e bloqueia a transformação de fibroblastos em miofibroblastos, células responsáveis pelo depósito excessivo de matriz nos tecidos lesionados.

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O que a evidência mostra

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o TB4-FRAG e o TB-500?

Ambos derivam da Timosina Beta-4, mas são moléculas distintas. O TB4-FRAG (Ac-SDKP) tem apenas quatro aminoácidos (cerca de 446 Da) e é recortado da extremidade N-terminal pela prolil-oligopeptidase, atuando como antifibrótico e protetor de células-tronco via supressão do TGF-beta. O TB-500 representa o domínio de sequestro de actina, com peso muito maior (cerca de 4.963 Da), e está ligado à migração celular e ao reparo tecidual. Apesar do nome parecido, não compartilham receptores nem mecanismos.

Por que os inibidores da ECA aumentam os níveis de Ac-SDKP?

Porque a enzima conversora de angiotensina (ECA) é a principal responsável por degradar o Ac-SDKP, clivando-o na ligação Asp-Lis. Quando essa enzima é farmacologicamente inibida, a degradação cai e os níveis plasmáticos do peptídeo sobem de 4 a 5 vezes. Esse acúmulo é apontado por pesquisadores como uma possível via adicional pela qual esses medicamentos exercem proteção cardiovascular, além da redução da pressão arterial.

Existe evidência clínica em humanos para o TB4-FRAG?

A evidência direta em humanos não existe até 2026, pois não há estudos intervencionais com Ac-SDKP exógeno em pessoas. O suporte clínico é indireto: inibidores da ECA, que elevam o peptídeo, reduzem fibrose cardíaca e hipertrofia ventricular de forma que, segundo alguns autores, supera o esperado apenas pela queda da angiotensina II. Os achados de benefício vêm de modelos animais, e ensaios de fase I seriam necessários para definir farmacocinética e segurança em humanos.